Por Alexandre Cherman*

Planetário é o nome de um instrumento que projeta o céu estrelado e reproduz seus movimentos; além das estrelas, tal projetor também reproduz os planetas visíveis a olho nu, o Sol e a Lua. Originalmente este projetor era optomecânico, isto é, possuía uma lâmpada que, através de um intrincado sistema de lentes ou fibras ópticas, direcionava os raios de luz para a cúpula de projeção, promovendo a simulação do céu noturno estrelado.

Planetário de Jena

Planetário de Jena, na Alemanha. O primeiro do mundo.

Tal projetor deve ser instalado no centro de uma cúpula, que serve como tela de projeção. Com as luzes apagadas e o projetor ligado, as pessoas no interior da cúpula vêem uma simulação do céu. Todas as projeções de um planetário são feitas cuidadosamente de modo a reproduzir o céu real com a maior fidelidade possível. Os movimentos deste aparelho se refletem na projeção e, para a audiência, parece que o céu estava se movendo.

Nos dias atuais, há um novo paradigma se formando. São os planetários digitais. O conceito e a arquitetura desse novo tipo de equipamento difere bastante dos originais e as salas equipadas com esse tipo de conjunto de projeção são verdadeiros teatros imersivos de visualização digital, não se limitando a projetar apenas os objetos astronômicos.

A página da Associação Brasileira de Planetários é o lugar ideal para falarmos sobre isso. Mas em nosso Universo quadridimensional, um lugar ideal deve sempre estar acompanhado de uma coordenada temporal para fazer algum sentido. A pergunta, então, é: por que falar sobre isso hoje?

Planetarista que sou (completo este ano 16 anos trabalhando no Planetário do Rio), eu poderia responder essa pergunta com outra: por que não hoje? Sim, na minha visão nada imparcial, qualquer dia é um bom dia para falarmos de planetários. Mas hoje em particular é uma data propícia.

Hoje é o aniversário de inauguração do Planetário de Jena, na Alemanha, o mais antigo planetário ainda em atividade – começou a operar em 1926!

*Alexandre Cherman é Astrônomo da Fundação Planetário da cidade do Rio de Janeiro e foi presidente da Associação Brasileira de Planetários.