Lançada a Planetaria

Por José Roberto V. Costa*

Conforme anunciado em nosso último Encontro Anual, estamos disponibilizando neste 21 de dezembro de 2013, Solstício de Verão, o número zero (edição de estreia) da Planetaria, o periódico da Associação Brasileira de Planetários.

Revista Planetaria

Capa da edição de estreia da revista Planetaria.

A revista está sendo oferecida somente em formato digital (PDF), mas temos a intenção de produzir exemplares impressos no futuro. Como se trata de um número zero, não são muitas páginas, mas fizemos o melhor para torná-la interessante e graficamente bonita. Não muito diferente, afinal, do que objetivamos com nossas sessões de planetário!

Mas é bom lembrar que a Planetaria se destina a um público muito maior que o de nossos espaços de trabalho. Educadores de todas as áreas, estudantes e o público em geral estão convidados a apreciá-la. E são muito bem-vindos os comentários de todos!

Visite a página da revista para obter mais informações ou fazer o download.

*José Roberto é Editor-chefe da revista Planetaria e Diretor de Comunicação e Marketing da Associação Brasileira de Planetários.

17 comentários

  1. Francisco Antonio Pereira da Silva 24 de dezembro de 2013 em 01:39

    É preciso saber absorver as novas tecnologias aplicadas aos planetários sem transformar seus astrônomos planetaristas em meros operadores de data-show.

    Ao menos fiquei satisfeito quando li nessa edição n°0 a seguinte frase:

    “…Planetários são máquinas sofisticadas, de grande precisão e alta tecnologia. Mas não são feitas para trabalhar sozinhas. O elemento humano, bem preparado e comprometido com a missão de inspirar para o conhecimento, é definitivamente essencial.

    APROVADÍSSIMO.

    Sou formado pela Escola Municipal de Astrofísica e planetarista no Planetário do Ibirapuera de 1970 a 1975.
    Hoje sou consultor e orientador do Planetário Projeto Mobile em São Paulo e me preocupo com a maneira simplista como o “planetarista” de hoje desenvolve suas atividades e seus conhecimentos no uso da matéria pronta comercializada pelas empresas produtoras de “conteúdo” digital para planetários.

    • Patrick 3 de junho de 2014 em 17:34

      Que estranho seu comentário, o próprio planetário mobile está adquirindo um projetor digital para não ficar apenas no assunto astronomia. E estão cotando conteúdos enlatados. É uma questão de sobrevivência, idealismo não paga contas.

      • Francisco Antonio Pereira da Silva 4 de junho de 2014 em 14:22

        Sim, o Projeto Mobile, o qual sou consultor e orientador pedagógico, está adquirindo um projetor digital da Europa, mas atento ao seu uso para não aplicá-lo apenas como um projetor data-show de 360 graus, como anda acontecendo normalmente por grande parte de quem adquire esse tipo de projetor.

        Vamos usá-lo de forma operacionalizada pelo próprio planetarista.

        Os “filmes” pré gravados pelas empresas produtoras de “conteúdo” poderão até fazer parte da programação, mas serão usados como material adjunto e ilustrativo do que é programado por nossa equipe, e não como material principal, nem tirar de nosso grupo de planetarista o comando do que criamos no nosso departamento pedagógico. Enfim, preferimos usar os softs que permitem versatilidade e criatividade nas sessões.

        Nunca somos contra os avanços da tecnologia, apenas ficamos atentos para que a tecnologia não engula as funções didáticas e operacionais de nossos profissionais (que devem ser valorizados nas suas funções), os quais estudam, pesquisam, reciclam e se aprimoram a cada dia para oferecer aos nossos espectadores informação sobre astronomia com conteúdo variado a cada apresentação, sem cair na mesmice repetitiva que induz os produtos pré produzidos para esse tipo de projetor.

  2. Felipe Faria 6 de fevereiro de 2014 em 12:57

    Esta revista trata-se de uma excelente iniciativa.
    Parabéns.

  3. Gesoaldo Maia de Oliveira 6 de fevereiro de 2014 em 16:02

    Fiquei feliz com a publicação de uma revista especializada neste setor. Quem sabe agora possamos ter uma Associação que “pense” os planetários. Que tenha um espaço para organizar e dar suporte aos planetários itinerantes; que regule suas atividades; que possa regulamentar as atividades itinerantes como uma extensão de ciência e não meros aventureiros e caçadores de níquéis como tenho defendido a muito tempo. Que possamos incluir os planetários como pertencentes à industria criativa, modernizando seus setores, espaços de atendimentos, criando e fornecendo suporte técnico-administrativo. Que possamos regulamentar a profissão do planetarista com salários dignos; que os planetários tenham autonomia administrativa, não vinculados aos interesses mesquinhos de membros da “torre de marfim” ou de políticos inescrupulosos. Que possamos discutir as novas tecnologias digitais, transformando os planetários em cinema e os planetaristas em meros operadores cinematográficos. Muito tem que ser feito…quem sabe esta publicação seja a redenção dos planetários e exemplo a ser seguido por os demais espaços museológicos. Um bom começo, porém…

  4. Francisco Antonio Pereira da Silva 10 de fevereiro de 2014 em 10:10

    Para ser um Planetarista, é preciso primeiro ter VOCAÇÃO, seguido de boa formação em astronomia, mas ter também bons conhecimentos práticos em oratória, teatro, literatura, mitologias… ter conhecimentos em semiótica e metalinguagem… como tinham os planetaristas do Ibirapuera nos anos administrados pelos Profs. Orsini e Varella.

    Infelizmente o que vemos hoje em dia, principalmente por ocasião das novas tecnologias, são meros operadores de datashow que projetam no domo um programa frio e digital pré produzido…

    Acabou o calor e a vivacidade humana e efêmera dos planetaristas do passado. Na atualidade qualquer moleque com mínima habilidade de gerenciar um computador pode ser “convocado” como planetarista …

    SAUDADE E VERGONHA…

    • Patrick 3 de junho de 2014 em 17:30

      Vivendo de saudosismo. No mundo está existindo a revolução dos planetários digitais, que serão em breve salas de projeção multidisciplinares. Quem não se adequar está fora, obsoleto, vamos parar de viver de poesia.

      • Francisco Antonio Pereira da Silva 4 de junho de 2014 em 14:06

        Mais uma vez me vejo obrigado a responder a mesma pergunta:

        Não se trata de saudosismo defender a QUALIDADE do planetarista.

        Se trata de defendê-lo das empresas produtoras de “conteúdo” que transforma o profissional planetarista em mero operador de data-show.

        Que sejam bem vinda todas as tecnologias que ajudam a didática no ensino de astronomia, mas sem tirar o comando disso tudo das mãos dos planetaristas… acho que já fui mais do que claro…

        Com todo respeito, posso desenhar se for preciso ser entendido.

  5. Francisco Antonio Pereira da Silva 20 de março de 2014 em 23:52

    Está de parabéns toda a equipe empenhada da ABP pelo lançamento do n° 1 da Revista PLANETÁRIA, que traz matérias muito interessantes e atualizadas no campo científico da astronomia.

    Interessante também é a forma popular de sua distribuição, dando oportunidade a todos de obter suas informações.

    Super abraço a todos.

  6. Josivelton Júnior 22 de março de 2014 em 13:34

    Parabéns à ABP pela criação desta magnífica revista!
    Como se sabe, o Brasil não dispunha de nenhuma revista especializada em Astronomia, até agora!
    Só para constar, já tivemos a Revista Astronomy Brasil há alguns anos, mas não demorou muito para que a mesma deixasse de ser publicada. Desde então, os brasileiros que quisessem ler periódicos de Astronomia deveriam dominar outros idiomas para que pudessem ler materiais estrangeiros (isso sem falar dos preços exorbitantes dessas revistas!).
    Agora temos a Revista Planetaria para nos transmitir conhecimentos astronômicos atualizados com sua linguagem fácil e acessível! E o melhor: é gratuita!
    Obrigado!

  7. Antonio Carlos Tavares 22 de março de 2014 em 19:11

    Prezados

    Bom dia, boa tarde ou boa noite

    Parabéns pela revista e pelo site.
    Ótimo trabalho.
    Continuem sempre.

    Antonio Carlos Tavares
    Observatório Astronômico Albert Einstein – CEU – GUE
    São Paulo – capital.

  8. Patrick 3 de junho de 2014 em 17:42

    Parabéns pela iniciativa, apenas acredito que o conteúdo tenha que ser menos internacionalizado, temos excelentes profissionais que podem contribuir para termos uma revista com conteúdo pelo menos 80% nacional. Também sugiro uma sessão chamada de “A realidade dos planetários no Brasil” , onde a cada edição um planetário será escolhido para contar sua vivência e trajetória.

    • José Roberto 3 de junho de 2014 em 18:14

      Caro Patrick.
      Conteúdo nacional é fundamental, sem dúvida. Mas, aqui do lado dos editores vou lhe contar um “segredo”: temos dificuldade de convercer nossos colegas do Brasil a escrever (convites não faltam!). Os colegas do exterior, por outro lado, muitas vezes se mostram mais acessíveis.
      Abraço!
      José Roberto Costa.
      Diretor de Comunicação e Marketing da ABP
      Editor-Chefe da Planetaria

  9. Francisco Antonio Pereira da Silva 22 de junho de 2014 em 12:09

    Revista PLANETÁRIA edição 2
    Mais uma vez a revista chega com magnífico conteúdo.
    Parabéns a toda equipe de pesquisa e edição.

  10. Cristian Reis Westphal 23 de junho de 2014 em 12:43

    Existe alguma forma de assinatura e receber a versão impressa?

    • José Roberto 28 de junho de 2014 em 17:50

      Por enquanto, a revista está disponível apenas em versão on line.

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